Método Konmari
A vida, por vezes, tem destas coisas.
Foi preciso adoecer para descobrir mais coisas sobre mim.
Descobrir o tempo.
Até então, a ansiedade em que vivia deitava por terra tudo quanto tentava fazer. Faltava sempre tempo para fazer, pensar, ir, tentar.
Agora, não.
Iniciei esta semana, o processo de organizar e arrumar a minha casa para depois arrumar a minha cabeça, o meu corpo e o meu coração.
Se fosse há 1 mês atrás, arranjaria mil entraves e problemas e ... Muitos ses.
Não desta vez. Desta vez, assumi um compromisso comigo e só comigo. Sem receios, sem medos e principalmente, sem receio de falhar.
Foi este receio que me levou à minha situação actual, a quebrar.
Por isso, em vez de me continuar a lamentar e a entregar-me à dor, nada como fazer acontecer.
Há 1 ano atrás, tinha comprado o livro de Marie Kondo. Iniciei a leitura logo no mesmo dia. Andava entusiasmada e ansiosa para começar as arrumações e, no fim de semana seguinte, pus mãos à obra... Nada feito!
Julgo que não estava minimamente preparada para proceder a tamanha alteração da minha vida.
A uma tarefa, que na altura, achei hercúlea.
Ora, desta vez, a coisa foi diferente. Desta vez, o tema " mudar de vida" encheu- me os poros todos. Acho que na minha cabeça e no meu coração, já consta apenas e só, a mudança.
Depois de alguns pesquisa, percebi de uma vez por todas que para mudar, tinha de arrumar... primeiro a casa e depois o corpo e mente.
Ora, segundo esta senhora japonesa, devemos começar pela roupa.
Confesso que quando pensei na quantidade de roupa existente pela casa, me assustei.
Se fosse há 1 mês atrás, tinha desistido.
Comecei pelo roupeiro e pela roupa dos cabides.
Tirei tudo para fora, depois peguei nas peças uma a uma e fui- as sentindo. Parece uma coisa parva de se fazer mas a verdade é que ajuda porque separei- me de peças que ou nunca tinha vestido ou não gostava ou que estavam apenas a fazer número no roupeiro.
Depois atirei- me às prateleiras e gavetas.
Com o procedimento idêntico, posso assegurar que me sobraram gavetas e prateleiras.
Por último, as roupas de casa como lençóis, atoalhados, toalhas de mesa, panos de cozinha.
10 sacos do lixo para doar e que já foram entregues no dia de ontem.
E consegui. Num dia (e com descansos pelo meio porque o corpo assim obrigava.)
E consegui! Senti-me me tão bem no final!
Ontem, foi no quarto da miúda (com ela) e mais 5 sacos de roupa foram doados.
Portanto, 15 sacos de mudança e desapego.
Vamos aos livros. E vamos ver como corre porque destes a separação pode ser bem mais difícil.
Ficou uma sensação boa, ver os armários tão arrumados e ao mesmo tempo, uma sensação de leveza. Como se aquele amontoado todo, funcionasse como um peso.
A verdade é que para além de acumularmos coisas, mais de metade não nos faz falta.
O processo começou e... não há volta a dar.

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