Quase a terminar o ano 2021. Altura de um balanço. 2021 foi um ano atribulado em termos de saúde mas ao mesmo tempo de descoberta e decisões. Ser diagnosticada com nefropatia, depois do choque inicial, fez-me perceber que tinha que tomar uma atitude sobre o que andava a fazer. As coisas não podiam nem podem continuar assim. Assim que o nefrologista falou na possibilidade de hemodiálise em 1 a 2 anos, casos o tratamento não fosse iniciado, coloquei a minha vida em perspectiva. Como cheguei a este ponto? Como me deixei chegar a este ponto? O alerta estava dado e tinha que fazer alguma coisa. Para a frente é que é caminho e assim sendo, depois das férias, tomei uma decisão. Pedi uma licença sem vencimento por 6 meses e alterei por completo o meu dia a dia. Iniciei o tratamento com cortisona. Sabendo que o controlo do peso seria fundamental, alterei toda a minha alimentação recorrendo a uma nutricionista e introduzindo a caminhada. Acordo mais cedo e lá vou eu. As refeições passaram a...
5, 4, 3, 2, 1. Tão simples e fácil de dizer. Comprei este livro da Mel Robbins, pensando que seria um livro de autoajuda como tantos outros. Não foi. É um método que tento seguir diariamente e que tem contribuído neste processo de mudança. É alguém com que me identifico. Também ela esteve num processo idêntico. Quando o nosso cérebro não pára de pensar, este método dá uma ajuda valiosa para reposicionar e retomar o caminho. É um dos livros de cabeceira. É um livro que aconselho porque resulta. Quando as dúvidas nos assolam, pensar 5, 4, 3, 2, 1 muda tudo.
Estou em casa a recompor-me de uma dor de coluna há aproximadamente 1 mês. Julgava eu que era só uma dor de coluna... Não prestei atenção aos alertas que o meu corpo foi dando. Sentia uma pressão na coluna que piorava com o estar sentada muitas horas mas sendo fibromiálgica desvalorizei os sintomas. Um aparte mas mais do que a incompreensão das pessoas que nos rodeiam, nós somos os nossos piores inimigos. Não falo só de pessoas que padecem da mesma doença mas de todas as doenças crónicas. Desvalorizamos e desprezamos os alertas do nosso corpo, porque ouvimos os comentários depreciativos (tantas vezes!) dos outros e esquecemos de ouvir quem realmente importa: nós! Quando comecei a sentir- me mal, deveria ter sido honesta com a minha reumatologista. Deveria ter-lhe contado que além das dores físicas, a parte psicológica também não estava nada bem. O stress diário constante no emprego, a exigência e o excesso de trabalho, o dormir pouco e mal, os ataques de c...
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