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Balanço do ano 2021

Quase a terminar o ano 2021. Altura de um balanço.  2021 foi um ano atribulado em termos de saúde mas ao mesmo tempo de descoberta e decisões. Ser diagnosticada com nefropatia, depois do choque inicial, fez-me perceber que tinha que tomar uma atitude sobre o que andava a fazer. As coisas não podiam nem podem continuar assim. Assim que o nefrologista falou na possibilidade de hemodiálise em 1 a 2 anos, casos o tratamento não fosse iniciado, coloquei a minha vida em perspectiva. Como cheguei a este ponto? Como me deixei chegar a este ponto? O alerta estava dado e tinha que fazer alguma coisa. Para a frente é que é caminho e assim sendo, depois das férias, tomei uma decisão. Pedi uma licença sem vencimento por 6 meses e alterei por completo o meu dia a dia. Iniciei o tratamento com cortisona. Sabendo que o controlo do peso seria fundamental, alterei toda a minha alimentação recorrendo a uma nutricionista e introduzindo a caminhada. Acordo mais cedo e lá vou eu. As refeições passaram a...

Nefropatia IgA

E aos 45 mudei de vida. Um diagnóstico de nefropatia IgA obrigou- me a repensar o que andava a fazer. Não foi fácil aceitar. Foi descoberto em março deste ano após uma crise que julgava ser coluna.  O e xcesso de trabalho bem como o confinamento contribuíram para o grito de alerta do meu corpo. Tive uma dor no final das costas que não passava. Recorri a fisioterapia pensando ser uma repetição de 2018. Contudo, não era.  As análises estavam muito alteradas e a reumatologista pediu urgência nas análises de 24 horas, que acusaram excesso de proteínas e perda de sangue na urina. Encaminhou- me para nefrologia e o diagnóstico chegou através de uma biópsia renal em junho: nefropatia IgA proliferativa. Este alerta fez- me perceber que tinha que tomar uma atitude. Que algo tinha que mudar. Para bem da minha saúde. Para bem do meu rim. Há largos anos que não sou feliz a fazer o que faço e que a demonstração desta infelicidade tem sido suportada pelo meu interior. Que finalmente transbo...

Confinamento

Vive-se medo. Como algo que não se vê a olho nú, nos pode intimidar , nos pode paralisar, nos pode isolar tanto. Tem sido um ano terrível. Não só pela mortandade que todos os dias nos entra pela casa dentro, pela TV.  Como esta proibição de estar com a família, amigos, pessoas. A COVID/19 tomou conta das nossas vidas, isolando-nos de tudo e todos, do trabalho, da vida mundana mas principalmente do toque das nossas famílias. A ignorância de uma nova doença da qual apenas se sabe que mata, obrigou a estados de emergência e isolamento social. Estamos fechados em casa. A cidade está vazia do bulicio diário que se vivia até então.  Não podemos conviver. As lojas estão fechadas. As entradas nos supermercados são controladas. O país fechou. O mundo todo fechou. Se encontramos os vizinhos, não sabemos como reagir, falar, parecendo uns tolos. A vacinação será o passo a seguir mas, entretanto, nada será igual. Fala-se de caso idêntico: quando a gripe surgiu, as máscaras fizeram parte do...

5, 4, 3, 2, 1

5, 4, 3, 2, 1. Tão simples e fácil de dizer. Comprei este livro da Mel Robbins, pensando que seria um livro de autoajuda como tantos outros. Não foi.  É um método que tento seguir diariamente e que tem contribuído neste processo de mudança. É alguém com que me identifico. Também ela esteve num processo idêntico. Quando o nosso cérebro não pára de pensar, este método dá uma ajuda valiosa para reposicionar e retomar o caminho. É um dos livros de cabeceira.  É um livro que aconselho porque resulta.  Quando as dúvidas nos assolam, pensar 5, 4, 3, 2, 1 muda tudo.

Mais vale tarde que nunca!

Ao fim de quase 4 meses começo finalmente a ver a " luz ao fundo túnel". E que difícil estava a ser! Com queixas permanentes e dúvidas mais que muitas, sentia- me agastada, desanimada e cansada. Depois de alguns exames e várias consultas depois, iniciei a fisioterapia e já começo a ver alguns resultados. Tive também a minha primeira consulta de psicologia. Ia com receio. Receio de que o que dissesse fosse mal interpretado, que me achasse tonta mas... Eu é que estava a ser tonta por pensar assim, certo? A psicóloga está ali para me ajudar e se lhe omitir ou embelezar a minha história de vida, como o poderá fazer, certo? Foi talvez, das minhas acções recentes, a mais acertada. Expus- me sem medos, revivi momentos passados que me fizeram perceber que são isso mesmo, passados e percebi também que estão resolvidos, arrumados. Trouxe um trabalho para casa que me tem "obrigado" a conhecer melhor. Que me tem " obrigado" a repensar as minhas escolhas até ...

Jardim da Gulbenkian

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Fascina- me o jardim da Gulbenkian. É um dos meus locais favoritos. Aqueles cantos e recantos que vão quase sempre dar a qualquer lado. Ouvir o som dos pássaros como se estivéssemos no campo e não no meio da cidade. A cascata com água fresca sempre a correr. Os patos, as tartarugas e os peixes em comunhão com a constante passagem de gente. Gosto de me sentar, admirar, cheirar e ouvir os sons me rodeiam naquele momento. Quase me esqueço que estou na cidade não fossem as buzinadelas lembrando o trânsito. É um pedaço de paz que tão bem nos faz. Tudo se encaixa tão bem! Está tudo ali. A cultura em consonância com a natureza. Impossível não nos sentirmos bem depois de uma visita à Gulbenkian. Impossível não ter direito a um post neste meu blog.