Mensagens

A mostrar mensagens de 2018

Mais vale tarde que nunca!

Ao fim de quase 4 meses começo finalmente a ver a " luz ao fundo túnel". E que difícil estava a ser! Com queixas permanentes e dúvidas mais que muitas, sentia- me agastada, desanimada e cansada. Depois de alguns exames e várias consultas depois, iniciei a fisioterapia e já começo a ver alguns resultados. Tive também a minha primeira consulta de psicologia. Ia com receio. Receio de que o que dissesse fosse mal interpretado, que me achasse tonta mas... Eu é que estava a ser tonta por pensar assim, certo? A psicóloga está ali para me ajudar e se lhe omitir ou embelezar a minha história de vida, como o poderá fazer, certo? Foi talvez, das minhas acções recentes, a mais acertada. Expus- me sem medos, revivi momentos passados que me fizeram perceber que são isso mesmo, passados e percebi também que estão resolvidos, arrumados. Trouxe um trabalho para casa que me tem "obrigado" a conhecer melhor. Que me tem " obrigado" a repensar as minhas escolhas até ...

Jardim da Gulbenkian

Imagem
Fascina- me o jardim da Gulbenkian. É um dos meus locais favoritos. Aqueles cantos e recantos que vão quase sempre dar a qualquer lado. Ouvir o som dos pássaros como se estivéssemos no campo e não no meio da cidade. A cascata com água fresca sempre a correr. Os patos, as tartarugas e os peixes em comunhão com a constante passagem de gente. Gosto de me sentar, admirar, cheirar e ouvir os sons me rodeiam naquele momento. Quase me esqueço que estou na cidade não fossem as buzinadelas lembrando o trânsito. É um pedaço de paz que tão bem nos faz. Tudo se encaixa tão bem! Está tudo ali. A cultura em consonância com a natureza. Impossível não nos sentirmos bem depois de uma visita à Gulbenkian. Impossível não ter direito a um post neste meu blog.

Método Konmari

Imagem
  A vida, por vezes, tem destas coisas. Foi preciso adoecer para descobrir mais coisas sobre mim. Descobrir o tempo. Até então, a ansiedade em que vivia deitava por terra tudo quanto tentava fazer. Faltava sempre tempo para fazer, pensar, ir, tentar. Agora, não. Iniciei esta semana, o processo de organizar e arrumar a minha casa para depois arrumar a minha cabeça, o meu corpo e o meu coração. Se fosse há 1 mês atrás, arranjaria mil entraves e problemas e ... Muitos ses.  Não desta vez. Desta vez, assumi um compromisso comigo e só comigo. Sem receios, sem medos e principalmente, sem receio de falhar. Foi este receio que me levou à minha situação actual, a quebrar. Por isso, em vez de me continuar a lamentar e a entregar-me à dor, nada como fazer acontecer. Há 1 ano atrás, tinha comprado o livro de Marie Kondo. Iniciei a leitura logo no mesmo dia. Andava entusiasmada e ansiosa para começar as arrumações e, no fim de semana seguinte, pus mãos à obra... Nad...

Livro: " A rapariga que roubava livros"

Imagem
Iniciei este livro de Markus Zusak, nas férias de verão do ano passado (2017). Antes de ir de férias tenho por hábito comprar alguns (para não dizer, muitos) livros na Feira do Livro de Lisboa. Este ano já aumentei a minha biblioteca com mais uns quantos. É talvez, a seguir a vestuário onde gasto mais dinheiro. Considero-o tão bem gasto! O meu marido nem se opõe. Poderia perguntar "porquê outros" quando ainda não li ou terminei os 5 que tenho na mesa de cabeceira. É perfeitamente legítimo mas não o faz.  Sabe, talvez, que é um dos meus maiores prazeres e como tal, silencia-se. Ora, sobre o livro: Quase um ano a ler 463 páginas. Aborrecido, podem pensar. Nada disso. Normalmente, gosto  de prolongar a leitura até às férias de verão do ano seguinte e pelo meio, leio mais dois ou três ao mesmo tempo. (Gosto de  acabar de ler na praia. Não sei porquê mas gosto de o fazer). Desta vez foi mais forte do que eu e já o terminei. Ajudou o facto de estar em c...

Hoje é... dia de festa!

Imagem
15 anos! Como o tempo passa... A minha menina já não é uma menina.  Está uma jovem. Doce! Como só ela sabe ser. Corajosa e tímida ao mesmo tempo.  Mantendo o sorriso. Alegre, aberto… feliz! Com dúvidas tão próprias desta idade mas sem temer o futuro que está para vir… Quando olho para ela, não consigo esconder o amor e o orgulho que sinto. Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga. Sendo um trabalho para a vida a inteira, é de longe, o melhor que poderia ter. Temos de ter coração forte para aguentar as alterações de humor ao longo do dia. Vive-se a mil, sejam as conquistas ou as derrotas, sejam as alegrias ou as tristezas, sejam as dúvidas ou as certezas. Não importa! Só importa o amor que não termina, nunca. Sempre quis ser mãe. Não tinha muitas certezas na minha vida mas esta era uma das minhas prioridades. Ser mãe. Ter a casa sempre cheia... Quis o destino que ficasse filha única mas isso pouco importa. Foi muito desejada! Continua a ser muito...

Dia de chuva

Quase o verão a bater à porta e surpresa das surpresas... Chuva com direito a trovoada. É verdade!  Depois de uns dias abrasadores, repletos de calor, chega-nos chuva. Não me estou a queixar. Se há coisa que muito aprecio, são dias assim. Dias de chuva com calor à mistura que puxam ao sentimentalismo, ao regresso à infância. Aos dias de férias no Alentejo, onde o cheiro a terra molhada tem outro fascínio. Com história. A minha história. Trazem tantas recordações. Tão boas! Relembro com nostalgia, as longas conversas com a minha avó materna. Era em dias assim, que se falava sobre a história da família. Em dias assim, que os fiquei a conhecer, pelo que passaram, pelo que sofreram.   Em dias assim, que aprendi a fazer crochet. Em dias assim... que saudades! Dos dias e dela. E caminhar. Com a chuva miudinha. Senti-la na face, no corpo. Tão bom! Claro que as alterações climaticas não são os "maiores aliados" da fibromialgia e na situação em que me encont...

Burn-out

Estou em casa a recompor-me de uma dor de coluna há aproximadamente 1 mês.  Julgava eu que era só uma dor de coluna... Não prestei atenção aos alertas que o meu corpo foi dando. Sentia uma pressão na coluna que piorava com o estar sentada muitas horas mas sendo fibromiálgica desvalorizei os sintomas. Um aparte mas mais do que a incompreensão das pessoas que nos rodeiam, nós somos os nossos piores inimigos. Não falo só de pessoas que padecem da mesma doença mas de todas as doenças crónicas. Desvalorizamos e desprezamos os alertas do nosso corpo, porque ouvimos os comentários depreciativos (tantas vezes!) dos outros e esquecemos de ouvir quem realmente importa: nós! Quando comecei a sentir- me mal, deveria ter sido honesta com a minha reumatologista. Deveria ter-lhe contado que além das dores físicas, a parte psicológica também não estava nada bem. O stress diário constante no emprego, a exigência e o excesso de trabalho, o dormir pouco e mal, os ataques de c...

É hoje?

Penso todos os dias que “Será hoje!” ,”É hoje!” mas… o hoje nunca chega! Será tudo assim na minha vida? Início muita coisa, tenho mil ideias, penso em milhentas coisas e depois, deixo a meio, não termino… Mau hábito este! A minha cabeça sempre a pensar e depois, ou fica no papel ou nem chego a passar para o papel, a roda viva que me vai no cérebro. E os dias vão passando. Os meses vão passando. Os anos vão passando e, de repente, olho para trás e … não fiz nada! Estou a festejar mais um aniversário. Falta uma semana e quando penso nisso… fico chateada, revoltada comigo mesma. Não por fazer anos. Eu gosto de fazer anos. Gosto de sentir os anos a passar por mim. Gosto de pensar que já estou a atingir um certo patamar de sapiência , paciência e de entendimento que até então não teria. De fazer uma espécie de balanço do que já fui e do que sou actualmente. E quando cheguei aos 40 anos, pensei que seria o meu ano de mudança. Que seria o ano em que mudaria de emprego...