Livro: " A rapariga que roubava livros"


Iniciei este livro de Markus Zusak, nas férias de verão do ano passado (2017).

Antes de ir de férias tenho por hábito comprar alguns (para não dizer, muitos) livros na Feira do Livro de Lisboa.
Este ano já aumentei a minha biblioteca com mais uns quantos. É talvez, a seguir a vestuário onde gasto mais dinheiro. Considero-o tão bem gasto!

O meu marido nem se opõe. Poderia perguntar "porquê outros" quando ainda não li ou terminei os 5 que tenho na mesa de cabeceira. É perfeitamente legítimo mas não o faz. 
Sabe, talvez, que é um dos meus maiores prazeres e como tal, silencia-se.

Ora, sobre o livro: Quase um ano a ler 463 páginas. Aborrecido, podem pensar. Nada disso. Normalmente, gosto  de prolongar a leitura até às férias de verão do ano seguinte e pelo meio, leio mais dois ou três ao mesmo tempo. (Gosto de  acabar de ler na praia. Não sei porquê mas gosto de o fazer).
Desta vez foi mais forte do que eu e já o terminei. Ajudou o facto de estar em casa, sem poder fazer esforços. Sempre é uma coisa positiva.

Sinopse: "Esta história decorre em Molching, um pequeno subúrbio de Munique, em 1939, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel, vive-se um dia a dia difícil, a escassez de tudo o que é necessário à vida instala-se e os bombardeamentos são cada vez mais frequentes. Mesmo assim ainda há quem não tenha perdido a capacidade de sonhar. A Morte, a narradora omnipresente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, seguimos a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos: Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher cujo rosto revela demasiada dureza. Mas há também o pequeno Rudy, cujo herói é o atleta negro Jesse Owens e Max, um desconhecido que um dia veio viver na cava da família Hubermann. Max escreveu e ilustrou livros sobre as páginas pintadas de branco de Mein Kampf para os oferecer a Liesel, a rapariga que não resistia a roubá-los e que encontrava neles a força para continuar a viver."

Um livro que nos faz pensar que mesmo em tempos de guerra existem pessoas cuja bondade e o altruísmo é maior que o medo, que a fome, que o frio, que a morte. 
Que o pouco que tinham ainda era divisível para quem tivesse menos do que eles ou... que não tivesse nada.
Infelizmente, com o passar dos anos as atrocidades não ficaram para trás. 
A vida, nos tempos de hoje, ainda não é valorizada para todos de igual forma. 
Continuamos em guerras sem sentido e em que a vida humana, vale ou parece valer zero. 
É de nos deixar um pouco deprimidos e descrentes no futuro… 

Resumindo, gostei do livro e aconselho. Já do filme, nem tanto.








Comentários

Mensagens populares deste blogue

Balanço do ano 2021

5, 4, 3, 2, 1

Burn-out