Dia de chuva

Quase o verão a bater à porta e surpresa das surpresas... Chuva com direito a trovoada.

É verdade! 
Depois de uns dias abrasadores, repletos de calor, chega-nos chuva.

Não me estou a queixar. Se há coisa que muito aprecio, são dias assim. Dias de chuva com calor à mistura que puxam ao sentimentalismo, ao regresso à infância.
Aos dias de férias no Alentejo, onde o cheiro a terra molhada tem outro fascínio.
Com história. A minha história.
Trazem tantas recordações. Tão boas!

Relembro com nostalgia, as longas conversas com a minha avó materna. Era em dias assim, que se falava sobre a história da família. Em dias assim, que os fiquei a conhecer, pelo que passaram, pelo que sofreram.  

Em dias assim, que aprendi a fazer crochet. Em dias assim... que saudades!
Dos dias e dela.

E caminhar. Com a chuva miudinha. Senti-la na face, no corpo. Tão bom!

Claro que as alterações climaticas não são os "maiores aliados" da fibromialgia e na situação em que me encontro, não contribui mesmo nada mas tenho que reagir.
Lá diz o ditado: "Se não a consegues vencer, junta-te a ela!"

Assim, plano para o dia de hoje: Uma caminhada para relembrar os velhos tempos e depois tarde de crochet, em memória da avó C.

Coisas tão simples mas que se perdem na correria que é a vida diária. 
Já tentei passar o "testemunho" à minha adolescente mas depressa desistiu em prol das redes sociais e do vício do telemóvel.

Não sendo fundamentalista, nem contra as tecnologias, defendo equilíbrio, que me parece cada vez mais difícil de se atingir.
Quero acreditar que não será assim e que, mais tarde ou mais cedo, as coisas se irão resolver mas não sem me perguntar, "a que preço"...

Voltando à minha demanda e plano para o dia de hoje: caminhada e crochet.

Não posso mudar o mundo mas posso mudar o que me rodeia.
E nesta altura, eu sou a pessoa que mais precisa de mim.

















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