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Espírito para 2022

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  E assim começa 2022.  Na voz de uma das minhas cantoras de eleição- Nina Simone, "Feeling good"

Balanço do ano 2021

Quase a terminar o ano 2021. Altura de um balanço.  2021 foi um ano atribulado em termos de saúde mas ao mesmo tempo de descoberta e decisões. Ser diagnosticada com nefropatia, depois do choque inicial, fez-me perceber que tinha que tomar uma atitude sobre o que andava a fazer. As coisas não podiam nem podem continuar assim. Assim que o nefrologista falou na possibilidade de hemodiálise em 1 a 2 anos, casos o tratamento não fosse iniciado, coloquei a minha vida em perspectiva. Como cheguei a este ponto? Como me deixei chegar a este ponto? O alerta estava dado e tinha que fazer alguma coisa. Para a frente é que é caminho e assim sendo, depois das férias, tomei uma decisão. Pedi uma licença sem vencimento por 6 meses e alterei por completo o meu dia a dia. Iniciei o tratamento com cortisona. Sabendo que o controlo do peso seria fundamental, alterei toda a minha alimentação recorrendo a uma nutricionista e introduzindo a caminhada. Acordo mais cedo e lá vou eu. As refeições passaram a...

Nefropatia IgA

E aos 45 mudei de vida. Um diagnóstico de nefropatia IgA obrigou- me a repensar o que andava a fazer. Não foi fácil aceitar. Foi descoberto em março deste ano após uma crise que julgava ser coluna.  O e xcesso de trabalho bem como o confinamento contribuíram para o grito de alerta do meu corpo. Tive uma dor no final das costas que não passava. Recorri a fisioterapia pensando ser uma repetição de 2018. Contudo, não era.  As análises estavam muito alteradas e a reumatologista pediu urgência nas análises de 24 horas, que acusaram excesso de proteínas e perda de sangue na urina. Encaminhou- me para nefrologia e o diagnóstico chegou através de uma biópsia renal em junho: nefropatia IgA proliferativa. Este alerta fez- me perceber que tinha que tomar uma atitude. Que algo tinha que mudar. Para bem da minha saúde. Para bem do meu rim. Há largos anos que não sou feliz a fazer o que faço e que a demonstração desta infelicidade tem sido suportada pelo meu interior. Que finalmente transbo...

Confinamento

Vive-se medo. Como algo que não se vê a olho nú, nos pode intimidar , nos pode paralisar, nos pode isolar tanto. Tem sido um ano terrível. Não só pela mortandade que todos os dias nos entra pela casa dentro, pela TV.  Como esta proibição de estar com a família, amigos, pessoas. A COVID/19 tomou conta das nossas vidas, isolando-nos de tudo e todos, do trabalho, da vida mundana mas principalmente do toque das nossas famílias. A ignorância de uma nova doença da qual apenas se sabe que mata, obrigou a estados de emergência e isolamento social. Estamos fechados em casa. A cidade está vazia do bulicio diário que se vivia até então.  Não podemos conviver. As lojas estão fechadas. As entradas nos supermercados são controladas. O país fechou. O mundo todo fechou. Se encontramos os vizinhos, não sabemos como reagir, falar, parecendo uns tolos. A vacinação será o passo a seguir mas, entretanto, nada será igual. Fala-se de caso idêntico: quando a gripe surgiu, as máscaras fizeram parte do...

5, 4, 3, 2, 1

5, 4, 3, 2, 1. Tão simples e fácil de dizer. Comprei este livro da Mel Robbins, pensando que seria um livro de autoajuda como tantos outros. Não foi.  É um método que tento seguir diariamente e que tem contribuído neste processo de mudança. É alguém com que me identifico. Também ela esteve num processo idêntico. Quando o nosso cérebro não pára de pensar, este método dá uma ajuda valiosa para reposicionar e retomar o caminho. É um dos livros de cabeceira.  É um livro que aconselho porque resulta.  Quando as dúvidas nos assolam, pensar 5, 4, 3, 2, 1 muda tudo.

Mais vale tarde que nunca!

Ao fim de quase 4 meses começo finalmente a ver a " luz ao fundo túnel". E que difícil estava a ser! Com queixas permanentes e dúvidas mais que muitas, sentia- me agastada, desanimada e cansada. Depois de alguns exames e várias consultas depois, iniciei a fisioterapia e já começo a ver alguns resultados. Tive também a minha primeira consulta de psicologia. Ia com receio. Receio de que o que dissesse fosse mal interpretado, que me achasse tonta mas... Eu é que estava a ser tonta por pensar assim, certo? A psicóloga está ali para me ajudar e se lhe omitir ou embelezar a minha história de vida, como o poderá fazer, certo? Foi talvez, das minhas acções recentes, a mais acertada. Expus- me sem medos, revivi momentos passados que me fizeram perceber que são isso mesmo, passados e percebi também que estão resolvidos, arrumados. Trouxe um trabalho para casa que me tem "obrigado" a conhecer melhor. Que me tem " obrigado" a repensar as minhas escolhas até ...

Jardim da Gulbenkian

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Fascina- me o jardim da Gulbenkian. É um dos meus locais favoritos. Aqueles cantos e recantos que vão quase sempre dar a qualquer lado. Ouvir o som dos pássaros como se estivéssemos no campo e não no meio da cidade. A cascata com água fresca sempre a correr. Os patos, as tartarugas e os peixes em comunhão com a constante passagem de gente. Gosto de me sentar, admirar, cheirar e ouvir os sons me rodeiam naquele momento. Quase me esqueço que estou na cidade não fossem as buzinadelas lembrando o trânsito. É um pedaço de paz que tão bem nos faz. Tudo se encaixa tão bem! Está tudo ali. A cultura em consonância com a natureza. Impossível não nos sentirmos bem depois de uma visita à Gulbenkian. Impossível não ter direito a um post neste meu blog.

Método Konmari

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  A vida, por vezes, tem destas coisas. Foi preciso adoecer para descobrir mais coisas sobre mim. Descobrir o tempo. Até então, a ansiedade em que vivia deitava por terra tudo quanto tentava fazer. Faltava sempre tempo para fazer, pensar, ir, tentar. Agora, não. Iniciei esta semana, o processo de organizar e arrumar a minha casa para depois arrumar a minha cabeça, o meu corpo e o meu coração. Se fosse há 1 mês atrás, arranjaria mil entraves e problemas e ... Muitos ses.  Não desta vez. Desta vez, assumi um compromisso comigo e só comigo. Sem receios, sem medos e principalmente, sem receio de falhar. Foi este receio que me levou à minha situação actual, a quebrar. Por isso, em vez de me continuar a lamentar e a entregar-me à dor, nada como fazer acontecer. Há 1 ano atrás, tinha comprado o livro de Marie Kondo. Iniciei a leitura logo no mesmo dia. Andava entusiasmada e ansiosa para começar as arrumações e, no fim de semana seguinte, pus mãos à obra... Nad...

Livro: " A rapariga que roubava livros"

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Iniciei este livro de Markus Zusak, nas férias de verão do ano passado (2017). Antes de ir de férias tenho por hábito comprar alguns (para não dizer, muitos) livros na Feira do Livro de Lisboa. Este ano já aumentei a minha biblioteca com mais uns quantos. É talvez, a seguir a vestuário onde gasto mais dinheiro. Considero-o tão bem gasto! O meu marido nem se opõe. Poderia perguntar "porquê outros" quando ainda não li ou terminei os 5 que tenho na mesa de cabeceira. É perfeitamente legítimo mas não o faz.  Sabe, talvez, que é um dos meus maiores prazeres e como tal, silencia-se. Ora, sobre o livro: Quase um ano a ler 463 páginas. Aborrecido, podem pensar. Nada disso. Normalmente, gosto  de prolongar a leitura até às férias de verão do ano seguinte e pelo meio, leio mais dois ou três ao mesmo tempo. (Gosto de  acabar de ler na praia. Não sei porquê mas gosto de o fazer). Desta vez foi mais forte do que eu e já o terminei. Ajudou o facto de estar em c...

Hoje é... dia de festa!

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15 anos! Como o tempo passa... A minha menina já não é uma menina.  Está uma jovem. Doce! Como só ela sabe ser. Corajosa e tímida ao mesmo tempo.  Mantendo o sorriso. Alegre, aberto… feliz! Com dúvidas tão próprias desta idade mas sem temer o futuro que está para vir… Quando olho para ela, não consigo esconder o amor e o orgulho que sinto. Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga. Sendo um trabalho para a vida a inteira, é de longe, o melhor que poderia ter. Temos de ter coração forte para aguentar as alterações de humor ao longo do dia. Vive-se a mil, sejam as conquistas ou as derrotas, sejam as alegrias ou as tristezas, sejam as dúvidas ou as certezas. Não importa! Só importa o amor que não termina, nunca. Sempre quis ser mãe. Não tinha muitas certezas na minha vida mas esta era uma das minhas prioridades. Ser mãe. Ter a casa sempre cheia... Quis o destino que ficasse filha única mas isso pouco importa. Foi muito desejada! Continua a ser muito...

Dia de chuva

Quase o verão a bater à porta e surpresa das surpresas... Chuva com direito a trovoada. É verdade!  Depois de uns dias abrasadores, repletos de calor, chega-nos chuva. Não me estou a queixar. Se há coisa que muito aprecio, são dias assim. Dias de chuva com calor à mistura que puxam ao sentimentalismo, ao regresso à infância. Aos dias de férias no Alentejo, onde o cheiro a terra molhada tem outro fascínio. Com história. A minha história. Trazem tantas recordações. Tão boas! Relembro com nostalgia, as longas conversas com a minha avó materna. Era em dias assim, que se falava sobre a história da família. Em dias assim, que os fiquei a conhecer, pelo que passaram, pelo que sofreram.   Em dias assim, que aprendi a fazer crochet. Em dias assim... que saudades! Dos dias e dela. E caminhar. Com a chuva miudinha. Senti-la na face, no corpo. Tão bom! Claro que as alterações climaticas não são os "maiores aliados" da fibromialgia e na situação em que me encont...

Burn-out

Estou em casa a recompor-me de uma dor de coluna há aproximadamente 1 mês.  Julgava eu que era só uma dor de coluna... Não prestei atenção aos alertas que o meu corpo foi dando. Sentia uma pressão na coluna que piorava com o estar sentada muitas horas mas sendo fibromiálgica desvalorizei os sintomas. Um aparte mas mais do que a incompreensão das pessoas que nos rodeiam, nós somos os nossos piores inimigos. Não falo só de pessoas que padecem da mesma doença mas de todas as doenças crónicas. Desvalorizamos e desprezamos os alertas do nosso corpo, porque ouvimos os comentários depreciativos (tantas vezes!) dos outros e esquecemos de ouvir quem realmente importa: nós! Quando comecei a sentir- me mal, deveria ter sido honesta com a minha reumatologista. Deveria ter-lhe contado que além das dores físicas, a parte psicológica também não estava nada bem. O stress diário constante no emprego, a exigência e o excesso de trabalho, o dormir pouco e mal, os ataques de c...

É hoje?

Penso todos os dias que “Será hoje!” ,”É hoje!” mas… o hoje nunca chega! Será tudo assim na minha vida? Início muita coisa, tenho mil ideias, penso em milhentas coisas e depois, deixo a meio, não termino… Mau hábito este! A minha cabeça sempre a pensar e depois, ou fica no papel ou nem chego a passar para o papel, a roda viva que me vai no cérebro. E os dias vão passando. Os meses vão passando. Os anos vão passando e, de repente, olho para trás e … não fiz nada! Estou a festejar mais um aniversário. Falta uma semana e quando penso nisso… fico chateada, revoltada comigo mesma. Não por fazer anos. Eu gosto de fazer anos. Gosto de sentir os anos a passar por mim. Gosto de pensar que já estou a atingir um certo patamar de sapiência , paciência e de entendimento que até então não teria. De fazer uma espécie de balanço do que já fui e do que sou actualmente. E quando cheguei aos 40 anos, pensei que seria o meu ano de mudança. Que seria o ano em que mudaria de emprego...

Habituava-me a isto!

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Habituava-me a isto. A esta vida. A praia. Sem horários. O mar, ao fundo, tão brilhante. O céu, tão azul. A aragem do vento a tocar- nos o corpo. A água límpida e fria a lembrar que setembro chegou e que o outono se aproxima. O cheiro da maresia que se mistura com o do protector solar e que quero muito manter comigo, levar comigo. O barulho das ondas. Como gosto de as ouvir. Desde pequena! Deitava- me debaixo do chapéu de sol, fechava os olhos e ouvia o bater das ondas na areia fina. Ainda hoje gosto de o fazer. Relaxa-me. Muito. Quase tanto como dar o primeiro mergulho do ano. Sentir a água fria nos pés, no corpo e por fim, mergulhar. Faz-me sentir... viva. Momentos que nos confortam. Momentos a dois. Muito nossos. Momentos que nos fazem ansiar o próximo verão, ainda tão distante.

Primavera = mudança

Anos a fio a fazer o mesmo trajeto. Anos a fio a ver as mesmas pessoas. E num repente... Tudo muda! Mudam as pessoas. Mudam as caras. Muda o trabalho. Mudam as ruas, as lojas, os trajetos... A vida! Não é a primavera a estação da renovação? Do desabrochar das plantas? É preciso é ter mente aberta, aceitar a mudança e viver bem o dia. Aprender e apreender tudo o que possamos, porque vida só temos uma e temos que a aproveitar o melhor que pudermos.

Amo-te!

Amo- te! É verdade e nunca me canso de dizer, sentir ou... De a ouvir!  Amo-te! Que maravilhas faz ao ego. Que maravilhas me faz a mim. Que maravilhas nos faz a todos. Amo-te! Diariamente, a qualquer hora, em qualquer lugar. Amo-te! Por seres como és. Por me deixares ser como sou. Por seres tu! Amo-te!

Eleições... Descontentamento!

O que aí vem... Não sei! Só sei que as eleições foram daqui a pouco há um mês e que pareço estar a viver num país onde reina a palhaçada. Que mais se pode pensar? Que mais se pode esperar? Que ataque ao poder... Tudo vale quando não se quer saber do país e sim do estatuto... Do estar lá em cima ( seja lá o que isso for) a qualquer custo, a qualquer preço... O país?! Querem lá saber do país. Não tenho cor partidária. Voto sempre! Normalmente nos que me dizem algo ou em branco, quando não dizem mas confesso que depois da palhaçada que se tornou o pós eleições e enquanto me lembrar, o meu voto está seguramente à direita. Não tinha nada contra o "antes" das eleições, mas depois do circo que montaram... Meus "amigos", se muita gente pensar como eu, durante os próximos anos não conseguem vencer nada. Tem sido uma vergonha! É esta a esquerda que temos e que nos quer governar? Vergonha!!! E o país, senhores? E o país? E as pessoas? Pensam verdadeiramente em nós...

E está quase....

Estou a uma hora de acrescentar mais um ano a esta minha vida. Falta tão pouco para a aquisição e tanto para fazer, conhecer, etc... Continuo sedenta de conhecimento, de aprendizagem, de ir mais além... Continuo a mesma. Daqui a nada, mais velha um ano! :) Apenas e só! Talvez mais assertiva, mais responsável, mais sabedora, com mais rugas, alguns cabelos brancos, menos teimosa, menos orgulhosa mas sempre ativa, atenta e apaixonada... Pela vida e pelas pessoas. Pelas pessoas certas, no meu ponto de vista, claro! E se a passagem de aniversários representam um posto, quero continuar a orgulhar-me do meu. :) 

Grata a ti

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Obrigado! Obrigado pelos 11 anos de vida oficialmente em comum. Obrigado pelos 20 anos que estamos juntos. Obrigado por seres como és e por ajudares a ser como sou. Sim! Não tenhamos ilusões do tipo: eu sou como sou e pronto, como se não fossemos influenciados pelas pessoas que nos rodeiam, que fazem parte da nossa vida.  Ao fim de todos estes anos e por tudo quanto já passamos, é tão fácil dizer que te amo. Que a minha vida sem ti... Não sei como seria e não faço questão de saber, porque quereria dizer que não estarias comigo e isso... É algo que não anseio! Que não quero. Tu és especial! Deixas-me ser quem sou!  E estás sempre presente! Sempre! Bons ou maus momentos para nós não existem porque os transformamos no que queremos, que se tornem:) Quase nem precisamos falar para sabermos...  Fazes parte de mim sem o que quereres e talvez, sem o saberes... Tu completas-me! És sem qualquer sombra de dúvida a minha metade.  E sou uma felizarda por ter o...

Sol... Procura-se!

Não gosto de ser saudosista mas confesso que tenho saudades de sol. Não é preciso muito mas o bastante para não sentir tanto a sua falta. Ainda falta um pouco para a primavera e sabia tão bem um bocadinho de sol. Para passear ao fim de semana. Para ir até à praia, sentir o cheiro da maresia. Lembrar que o bom tempo está a chegar e com ele, o calor, os fins de tarde com temperatura amena:) Que falta me faz!!!!